Miserável homem que sou
ARTIGO |

Alencar Garcia de Freitas
O título deste texto, a partir do emblemático pensamento do apóstolo Paulo, com o misto de exclamação e interrogação, mostra esse homem de Deus, supostamente angustiado por haver contribuído para a morte de dezenas de cristãos. A execução destes, a última palavra era sempre dele, Paulo.
Imagino que ao lembrar daquelas mortes, sua consciência pesava grandemente. A matança era tão grande que o próprio Senhor Jesus se apresentou a esse carrasco, na estrada de Damasco confrontando-o com a seguinte pergunta: Saulo, Saulo, por que me persegues? É de se imaginar que é por isso que ele declarava que Jesus Cristo morreu pelos pecadores, dos quais ele, Paulo, era o maior!
É de se imaginar que tais pensamentos estavam sempre aflorando na sua mente e no seu coração; isso prova, no entanto, que todos os pecados dele e de outros cristãos, confessados e abandonados, dão a estes a grandiosa bênção da salvação!
Apesar disso, todavia, todos aqueles pecados vez por outra vinham à sua memória, e ele, Paulo, acabava sofrendo com tais lembranças!
De alguns textos bíblicos de Paulo, como os citados acima, são os que mais me consolam como pobre e indigno pecador que sou!
Sempre que leio e medito na afirmação de Paulo segundo a qual Jesus Cristo morreu por pecadores dos quais ele se diz o maior, contesto: na verdade eu me sinto o maior de todos os pecadores!
Alencar Garcia de Freitas é jornalista
Miserável homem que sou
Edição, Don Oleari – [email protected] –
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