A NDC (Contribuição Nacionalmente Determinada) do Brasil – Parte 2

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A NDC Parte 2 alinha ações e metas para os próximos anos

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DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

CÉSAR ALBENES – [email protected]

No artigo passado falamos dos pontos principais da NDC Brasileira (Contribuição Nacionalmente Determinada) apresentada em 2024 na COP29, realizada no Azerbaijão.

A NDC – Contribuição Nacionalmente Determinada do Brasil – Parte 1

Neste texto, vamos destacar os compromissos do Brasil com a redução das emissões dos gases que causam o efeito estufa.

Metas mais ambiciosas até 2035

A nova Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) brasileira estabelece o compromisso do país em reduzir suas emissões líquidas de gases de efeito estufa de 59% a 67% até 2035, na comparação com 2005.

albenes-pol-2.jpgIsso equivale a uma redução de emissões para alcançar entre 850 milhões e 1,05 bilhão de toneladas de gás carbônico equivalente em 2035.

O novo compromisso amplia a meta de corte apresentada na primeira NDC, consolidando uma trajetória de aumento de ambição, conforme o Acordo de Paris.

Entre 2025 e 2030, o corte em emissões absolutas foi de 9%, e para o intervalo entre 2030 e 2035, a nova NDC eleva a ambição para um corte de 13% a 29%.

Cenários futuros e compromisso climático

A Nova NDC do Brasil considera a variação de cenários futuros e está alinhada à meta global de limitar o aquecimento do planeta a 1,5ºC.

O documento reconhece que a implementação das metas será influenciada por fatores nacionais e internacionais até 2035.

O país se compromete a envidar todos os esforços para atingir a meta máxima de redução de 67% das emissões em 2035.

A NDC abrange todos os setores da economia, propõe um corte absoluto das emissões — e não apenas uma redução hipotética — e está em sintonia com o objetivo brasileiro de atingir a neutralidade climática em 2050, conforme o Balanço Global acordado na COP28, em Dubai, em 2023.

Alinhamento com o Plano Clima

A Nova NDC do Brasil está em plena sintonia com o Plano Clima, que marcará uma etapa chave rumo a um novo modelo de desenvolvimento.

A nova meta brasileira sob o Acordo de Paris é construída a partir desse plano, que será o guia das ações de enfrentamento à mudança do clima no país até 2035.

Ela reflete, no plano internacional, os objetivos da política climática nacional e representa um passo decisivo para a promoção de um novo modelo de desenvolvimento sustentável.

Entre as iniciativas associadas estão o Plano de Transformação Ecológica, o Pacto entre os Três Poderes pela Transformação Ecológica, entre outras.

Investimentos e instrumentos de transformação

A Nova NDC será também uma plataforma de investimentos para acelerar as ações climáticas.

Para cumprir suas metas, o governo mobiliza recursos para novas tecnologias e ganhos de eficiência em vários setores da economia por meio de instrumentos, tais como:

– o Fundo Clima,

– o programa Eco Invest Brasil,

– a Plataforma Brasil de Investimentos Climáticos e para a Transformação Ecológica (BIP).

Ambiente de investimentos

A melhoria do ambiente de investimentos será impulsionada por várias políticas:

– a reforma tributária,

– o mercado de carbono (Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões – SBCE),

– a Taxonomia Sustentável Brasileira,

– o Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa,

– o Programa Combustível do Futuro,

– o Programa Nacional de Hidrogênio e

– o Programa Mobilidade Verde (Mover).

Ações em andamento

Entre as ações em andamento estão ainda:

– o Plano ABC+,

– o Programa de Recuperação de Pastagens Degradadas,

– o Plano de Transição Energética,

– o Programa Nova Indústria Brasil,

– o Planaveg,

– o Programa Florestas Produtivas,

– os Planos de Prevenção e Controle do Desmatamento de todos os biomas brasileiros.

Próximos passos

No próximo artigo, vamos conhecer as bases de construção do Plano Clima, que está sendo elaborado para garantir o cumprimento dessas metas da NDC até 2035.

César Albenes de Mendonça Cruz

César Albenes é graduado em Filosofia pela UFES (Universidade Federal do Espírito Santo).
É Mestre em Educação pela UFES na Linha de Pesquisa: Educação, Trabalho e Qualificação Profissional.
É Doutor em Serviço Social pela UERJ na  Linha de Pesquisa: Trabalho e Políticas Sociais.
É Pós-doutor em Política Social pela UFES (Universidade Federal do Espírito Santo).
É Docente de Cursos de Graduação e Pós-Graduação.
É escritor e pesquisador da Agenda 2030 da ONU.

É Consultor Político e Palestrante. Ministra Palestras, Cursos e Treinamentos para Empresas Públicas e Privadas – [email protected]

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Don Oleari - Editor Chefão

Radialista, Jornalista, Publicitário.
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