Edilson Lucas Do do Amaral: O valor da presença em um mundo de ausências

Compartilhe:

Mundo

Mundo

DA REDAÇÃO DON OLEARI PN

edilson-lucas-do-amaral-outra-pra-assinatura-nova.jpg 11 de janeiro de 2025 15 KB
edilson lucas do amaral
edilson lucas do amaral

Edilson Lucas Do do Amaral

O que resta quando a cortina se fecha e a plateia se dispersa? O mundo moderno glorifica a solitude e o voyeurismo social, transformando vidas em espetáculos digitais efêmeros.

Mas tudo passa. O brilho dos holofotes se apaga, e o presente se dissolve sem que haja um pensamento sobre o futuro.

Vivemos para o agora, consumimos momentos como quem devora um banquete, sem pensar que a fome sempre retorna.

Gene Hackman
Gene Hackman

Gene Hackman, um dos maiores atores de Hollywood, morreu antes de seu coração parar.

Não foi a doença que o levou, nem a fome ou a sede. Foi o esquecimento. O astro de filmes imortais tornou-se invisível quando ninguém mais veio.

Quando o telefone silenciou e as portas permaneceram fechadas.

Do outro lado da vida, longe dos flashes e das premiações, um desconhecido seguiu outro caminho.

Manuel, um marceneiro de uma pequena cidade do interior, também envelheceu. Mas não morreu sozinho.

Cercado pelos filhos e netos, construiu ao longo dos anos algo mais valioso que fama: uma rede de afeto. Sua oficina permaneceu aberta até seus últimos dias, e sua casa nunca esteve vazia.

O mundo ao seu redor não o esqueceu, pois ele nunca deixou de estar presente para aqueles que amava.

A grande ilusão da notoriedade é acreditar que basta ser visto para ser lembrado. Mas a fama é areia entre os dedos. Gene Hackman foi celebrado, admirado, mas sua ausência não ecoou na vida de ninguém.

Manuel, por sua vez, nunca pisou em um tapete vermelho, mas seu nome continuará vivo nas histórias contadas em reuniões de família, nos móveis esculpidos com paciência, no amor que plantou.

O que mata primeiro: o homem ou o esquecimento? A resposta não está na quantidade de aplausos que recebemos, mas na profundidade dos laços que construímos.

Quando a última luz se apaga, quando a última porta se fecha, resta apenas aquilo que cultivamos. O tempo corrói a glória, mas não a memória dos que verdadeiramente amaram e foram amados.

No fim, somos todos casas sem luz se não houver quem bata à porta.

Mundo

Edição, Don Oleari – [email protected] | https://twitter.com/donoleari

http://www.facebook.com/oswaldo.oleariouoleare –

Instagram do Don Oleari Portal de Notícias

https://www.instagram.com/donolearinoticias/

Bar doce bar | Consumo de vinho tinto cai entre jovens franceses que adotam vinhos rosé e branco e outros drinques

Edilson Lucas Do do Amaral: O Valor da Presença em um Mundo de Ausências

Eunice Paiva | Outras mulheres que lutaram por familiares na guerrilha contra a ditadura

Feito de Estrada | Helt celebra 15 anos com motociclistas na primeira campanha criada pela Ampla ES para a marca

Campanha “Março Amarelo e Lilás” da Unimed Vitória aborda prevenção do câncer do colo do útero e da endometriose

Rubens Menin, da MRV, Banco Inter e CNN: “Brasil não tem R$ 300 bilhões para bancar Bolsa Família e Renda Continuada

Siga nossas redes:

Picture of Don Oleari - Editor Chefão

Don Oleari - Editor Chefão

Radialista, Jornalista, Publicitário.
Don Oleari Corporeitcham