
COP 30
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
CÉSAR ALBENES – [email protected]

A Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 também é chamada de COP 30.
A próxima será a trigésima edição da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas.

A História das COPs
Nos meses de outubro e novembro, vamos dar uma pausa nos artigos sobre a Agenda 2030 e os 17 ODS da ONU.
Vamos falar da COP 30, que acontecerá no Brasil, em Belém do Pará.
Neste primeiro artigo da série, vamos resgatar a história das COPs.
As Conferências das Partes (COPs) são o principal espaço de decisão da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC).
Ela foi criada durante a Rio-92 na Cúpula da Terra, no Rio de Janeiro, Brasil.
Será realizada entre os dias 10 e 21 de novembro de 2025, na cidade de Belém, no estado do Pará, Brasil.
A Convenção entrou em vigor em 1994. No ano seguinte foi realizada a primeira COP em Berlim (1995).
Em 1995, a Convenção reuniu os países signatários chamados “Partes” para implementar o tratado e negociar ações conjuntas contra a crise climática.

- COP1 – Berlim (1995): lançou o Mandato de Berlim, que abriu caminho para a criação do Protocolo de Quioto.
- COP3 – Quioto (1997): estabeleceu pela primeira vez metas legalmente vinculantes de redução de emissões para países desenvolvidos, com base no princípio das “responsabilidades comuns, porém diferenciadas”.
- COP15 – Copenhague (2009): cercada de grandes expectativas, terminou em fracasso diplomático, gerando apenas um acordo político frágil.
- COP17 – Durban (2011): criou a plataforma que levou a um novo instrumento legal aplicável a todas as nações.
- COP21 – Paris (2015): ponto alto da diplomacia climática. O Acordo de Paris foi adotado, com o objetivo de limitar o aquecimento a 1,5°C e a criação das NDCs (Contribuições Nacionalmente Determinadas), mecanismo pelo qual cada país define suas metas climáticas.
- COP26 – Glasgow (2021): concluiu o “livro de regras” do Acordo de Paris e trouxe, pela primeira vez, menções explícitas contra os combustíveis fósseis.
- COP27 – Sharm el-Sheikh (2022): estabeleceu o fundo de perdas e danos, uma vitória histórica para países mais vulneráveis.
- COP28 – Dubai (2023): fez o primeiro Balanço Global, constatando que o mundo está fora da rota para cumprir Paris.
- Também registrou um consenso inédito sobre a necessidade de uma transição para longe dos combustíveis fósseis.
Desafios permanecem
Apesar dos avanços, as COPs ainda enfrentam grandes entraves:
- A lacuna entre promessas e ações reais mantém o planeta em risco de aquecimento bem acima de 1,5°C.
- O financiamento climático segue insuficiente, com países ricos falhando em entregar os prometidos US$ 100 bilhões anuais.
- As negociações são lentas e presas a disputas geopolíticas, dificultando acordos mais ousados.
Conclusão
A história das COPs mostra a luta contínua da humanidade para dar uma resposta coletiva a um desafio global sem precedentes.
De passos tímidos a acordos universais, elas revelam tanto a capacidade de cooperação internacional quanto a urgência de acelerar a implementação prática.
O futuro climático seguro depende justamente dessa velocidade.
César Albenes de Mendonça Cruz
Albenes é graduado em Filosofia pela UFES (Universidade Federal do Espírito Santo).
Mestre em Educação pela UFES na Linha de Pesquisa: Educação, Trabalho e Qualificação Profissional.
Doutor em Serviço Social pela UERJ na Linha de Pesquisa: Trabalho e Políticas Sociais.
Pós-doutor em Política Social pela UFES (Universidade Federal do Espírito Santo).
Docente de Cursos de Graduação e Pós-Graduação.
Escritor e pesquisador da Agenda 2030 da ONU.
É Consultor Político e Palestrante. Ministra Palestras, Cursos e Treinamentos para Empresas Públicas e Privadas – [email protected]
COP 30
Edição, Don Oleari – [email protected] | https://twitter.com/donoleari
http://www.facebook.com/oswaldo.oleariouoleare –
Instagram do Don Oleari Portal de Notícias
https://www.instagram.com/donolearinoticias/




