Elon Musk oferece US$ 43 bilhões em dinheiro por 100% do Twitter e fechar capital da empresa

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Elon Musk – Ações disparam 12% nas negociações antes da abertura do pregão com oferta equivalente a

Elon Musk, o homem mais rico do mundo, fez uma oferta hostil — não negociada — para comprar todas as ações do Twitter por cerca de US$ 43 bilhões, o equivalente a US$ 54,20 cada ação, em proposta a ser paga totalmente em dinheiro.

Segundo o CEO e fundador da Tesla e da Space X, cujo patrimônio está na casa de US$ 260 bilhões, o objetivo é fechar o capital do Twitter. Ele possui atualmente 9,2% da companhia e é o seu maior acionista.

A oferta de US$ 54,20 representa um prêmio de 38% sobre a cotação de fechamento de 1º de abril, véspera do dia em que o seu investimento se tornou público; e de 54% sobre a cotação de 28 de janeiro, véspera do dia em que ele começou a comprar ações da companhia. As ações fecharam negociadas ontem a US$ 45,85, o que faria o prêmio sobre a véspera ser de 18%.

As ações do Twitter disparavam mais de 12% nas negociações de pré-mercado da Bolsa de Nova York desta quinta-feira, 14 de abril, depois da divulgação da oferta.

Musk tem entrado em conflito e criticado abertamente a direção da companhia por discordar de decisões recentes tomadas pela rede social. E deixou isso mais uma vez explícito ao apresentar as razões para a oferta hostil.

Por que Elon Musk quer comprar o Twitter?

Em carta ao presidente do conselho de administração do Twitter, Bret Taylor, e registrada na Securities and Exchange Commission, a SEC — o equivalente à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos –, Musk escreveu que investiu no Twitter porque acredita “em seu potencial de ser a plataforma para a liberdade de expressão em todo o mundo” e que “a liberdade de expressão é um imperativo social para uma democracia em funcionamento”.

“No entanto, desde que realizei o meu investimento, percebi que a empresa não prosperará nem atenderá a esse imperativo social em sua forma atual. O Twitter precisa ser transformado em uma empresa privada”, disse Musk.

“Essa é a minha melhor e final oferta. Se não for aceita, eu precisarei reconsiderar a minha posição como acionista.”

Musk encerra a carta da seguinte forma: “O Twitter tem um potencial extraordinário. Eu vou destravá-lo.”

No início do mês, o bilionário anunciou que faria parte do conselho de administração da companhia, o que limitaria a sua participação futura ao equivalente a 14,9% do capital, mas um dia depois disse que havia mudado de ideia. A proposta tornada pública nesta manhã revela quais os seus novos planos para ditar os rumos do Twitter.

“Liberdade de expressão?”

O debate sobre liberdade de expressão é complexo, especialmente nos Estados Unidos, onde o Twitter tem sede e, portanto, deve aderir às leis e normas do país. A rede social, por exemplo, suspende contas por desinformação sobre a covid-19.

Violar políticas do Twitter  tipo preconceito, assédio ou violência leva ao banimento ou suspensão da conta e nunca foram aceitos pela plataforma.

Isso, por consequência, gera proliferação do discurso de ódio, que nada tem com liberdade de expressão. O brasileiro Monark, do Flow Podcast, defendeu a criação de partido nazista no Brasil.

Donald Trump e seus seguidores da direita raivosa e violenta tentaram formar uma plataforma. Não deu certo.

Outro é o Parler, que foi banido das lojas de aplicativos após a invasão do Capitólio. Semelhante ao Twitter, a plataforma se vendia como um aplicativo que “apoia a liberdade de expressão”.

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Don Oleari - Editor Chefão

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Radialista, Jornalista, Publicitário.
Don Oleari Corporeitcham