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Renato Fischer | Assim caminha a humanidade

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Assim caminha a Humanidade

renato-fischer-a-da-assinatura.jpg 28 de dezembro de 2023 10 KB
Renato Fischer

Por Renato Fischer (*)

Lá nos anos 80, recém inaugurando minha fase adulta, no furor dos meus anseios e ouvindo os estertores da ditadura militar no Brasil; a ascensão de Mikhail Gorbachev ao poder na União Soviética, jogando água fria na guerra fria, eu pensei do alto do meu imaginário pueril:

O mundo esta tomando juízo.

Mal sabia que a estupidez humana é imensurável e infindável.

Meu otimismo se fincava em dados da evolução histórica. Viemos da pedra lascada, do canibalismo, do nomadismo, da anormalidade no sentido de não termos normas de convivência.

Evoluímos para os assentamentos quando descobrimos as sementes; daí surgindo as primeiras e rudes normas de vivência, as leis de Talião, a necessidade de se criar Deus; os milhares de deuses, cada um com sua bíblia; a necessidade de unificar as teologias que redundou matar muitos deuses e seus seguidores; as queimas de pessoas vivas nas fogueiras da inquisição.

Queimamos e degolamos nas forcas e nas guilhotinas os regimes totalitários. Tínhamos prazer em decapitar pessoas e exibir suas cabeças em praças públicas. As barbáries foram se amainando com a sensação da humanidade em ser mais humana. Leis foram criadas pra emoldurar as normas de convivência e evitar recaídas e retrocessos. Embora muitas recaídas e retrocessos tenham ocorrido ao longo da história.

Evoluímos então para criação de instituições com delimitações e divisões de poderes para que o poder totalitário não voltasse a ocorrer. Apesar de muitos casos houvessem de tripudio às instituições com o poder das armas e do dinheiro sobressaindo pra surgir novos regimes de exceção, em regra geral, o mundo foi realmente tomando juízo e esses retrocessos foram se minimizando.

Mesmo assim, nos engalfinhamos em duas grandes guerras na primeira metade do século passado, mostrando aos que pensavam na sensatez, a necessidade de se criar um arcabouço de relação entre as nações para evitar novos conflitos insanos como aqueles. Criou-se a ONU para tal, numa perspectiva de dirimir conflitos.

A humanidade parecia estar realmente tomando juízo.

Mas como?  Se ao mesmo tempo desenvolvia armamentos catastróficos? Os exemplos de Hiroshima e Nagasaki não coraram de vergonha seus autores e o mundo achou interessante construir bombas atômicas ao redor dele. Criou-se a guerra de ameaças entre os mundos capitalista e comunista.

Mesmo assim eu achava que havia mudanças positivas à medida que evoluíamos. Via que as beligerâncias entre os dois pólos estavam se dissipando quando veio a Perestroika. O desmoronamento do comunismo era visível e isso tornaria o mundo menos ameaçador.

Qual nada! A fome de poder é implacável. O mundo soviético se desintegrou, voltando a dar autonomia aos países que foram agregados na revolução bolchevique e tudo parecia estar voltando ao normal. Aproveitando a sensação de animosidade entre aquelas nações e a antiga anexadora, a OTAN tratou logo de cooptá-los pro seu balaio. Gerando muita desconfiança por parte da Rússia, agora habitada por um ditador psicopata que não se inibe em invadir a Ucrânia e massacrar seu povo. E ameaça o mundo com seu arsenal atômico.

No Oriente Médio a ONU, sensibilizada pelo holocausto, resolve pôr de novo os judeus em sua terra “prometida”. Criou-se ali um novo paiol de pólvora. Que vez por outra promovia explosões e agora, na grande queimada, já matou mais de 30 mil palestinos e 1 mil judeus inocentes.

O mundo tem chances de tomar juízo?

Os meus sensos de pós-adolescência, de otimismo e esperança, definitivamente os abandono.

Não mais baseado em dados históricos. Mas na compreensão do caráter humano. Não que toda humanidade tenha maus princípios. Felizmente a grande maioria nasce dotada de cognição bastante para compreender entre o bem e o mal e optar pelo primeiro. Mas no seio da humanidade nascem milhões de bebês sem tal discernimento.

Que futuramente se desfraldarão como novos Hitlers, Putins, terroristas, Kim Jong-uns e NNetanyahuS.

Ou como comandos vermelhos, PCCs, estupradores, homicidas, feminicidas, ladrões, corruptos, latrocidas, ditadores, escravizadores, etc.

Para grande parte da humanidade sempre haverá a necessidade de um policial físico a delimitar seu caráter. Ou a conter seu mau caráter.

Como vimos, patente, na greve da Polícia Militar aqui no Espirito Santo há alguns anos. Sem a polícia física nas ruas, muitas “condutas ilibadas”,  destituída de polícia cognitiva, se juntaram a marginais pra saquear lojas e supermercados.

A humanidade, em pequena parte, é doente. Bastante pra contaminar o mundo.

A  bestialidade e estupidez humanas são imensuráveis e infindáveis.

Sua segurança e harmonia jamais serão conquistadas.

                                                                                                    Quero apenas ser cruel naturalmente

                                                                                                    Descobrir onde o mal nasce

                                                                                                    E matar sua semente.

                                                                                                    (Cordilheira – Sueli Costa/Paulo Cesar Pinheiro)

(*) Renato Fischer é jornalista, médico, empresário.

Assim caminha a Humanidade

Edição, Don Oleari – [email protected] – e Regina Trindade

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Don Oleari - Editor Chefão

Radialista, Jornalista, Publicitário.
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