Sociedade dos Poetas & Contistas Vivos | A Bunda, que engraçada, de Drummond | Todo dia anoitece, de Ítalo Campos

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A bunda

A bunda

AS BOAS DA COLUNA “AS CERTINHAS” DE DON OLEARI & POESIA ERÓTICA

SOCIEDADE DOS POERTAS & CONTISTAS VIVOS

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DON OLEARI

Esta aqui estava numa “gaveta infernética” à espera de ir pro muuunnndooo…

É dedicada aos nossos estimados colaboradores pela ordem de entrada:

Rubens Pontes (In Memoriam), Wilson Côelho, Eustáquio Palhares, Kleber Frizzera, Paulo Bonates, Renato Fischer, Paulo Soares Nazareth, Kleber Galvêas, Ronaldo Chagas Vieira, Leonece Barros, Claudio Figueiredo, professora Alda Luzia Pessoti, Anilson Ferreira, Cunha Junior, Edilson Lucas do Amaral, Alencar Garcia de Freitas, Rodrigo Melo Rego, Alexandre Caetano…

Sisquici de alguém, devo a um vinhozim verde quitô degustando, enquanto faço estas bem traçadas linhas – aqui, não tem como dizer “escrevo estas mal traçadas linhas” quinenqui nas antigas (Don Oleari).

Publicada em 31 de outubro de 2024 | Revisada e atualizada em 16 de novembro de 2025.

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italo campos, que esteve em Sociedade dos Poetas & Contistas Vivos na Rádio Cube da Boa Música na Nossa Senhora da Inferneti – Rádio CBM atualmente4 no Spotify

NEC = Nota do Editor Chefão, Don Oleari

(quem inventou a NEC foi nosso prezado Rubinho Gomes) |

Fleshibequi

Fizemos o programa Sociedade dos Poetas Vivos durante um bom tempo na Rádio Clube da Boa Música, atualmente no Spotify,

O programa era ouvido por um bando de poetas de todos os cantos do planetinha, que a gente sempre achou que era redondim, apesar de ter muitas esquinas.

Pois bem.

F5 = atualizando.

O poeta e psicanalista Italo Campos repicou com o célebre poema de Carlos Drummond de Andrade depois de ler a crônica de Renato Fischer Ode à Bunda, aí, ó:

Ode à bunda | Renato Fischer | 16/12 | Especial para a coluna “As Certinhas do Oleari” | https://donoleari.com.br/ode-a-bunda/

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que calor, ô…

A Bunda, que engraçada

Carlos Drummond de Andrade

Está sempre sorrindo, nunca é trágica.

Não lhe importa o que vai

pela frente do corpo. A bunda basta-se.

Existe algo mais? Talvez os seios.

Ora — murmura a bunda — esses garotos

ainda lhes falta muito que estudar.

A bunda são duas luas gêmeas

em rotundo meneio. Anda por si

na cadência mimosa, no milagre

de ser duas em uma, plenamente.

A bunda se diverte

por conta própria. E ama.

Na cama agita-se. Montanhas

avolumam-se, descem. Ondas batendo

numa praia infinita.

Lá vai sorrindo a bunda. Vai feliz

na carícia de ser e balançar.

Esferas harmoniosas sobre o caos.

A bunda é a bunda,

redunda.

– Carlos Drummond de Andrade, publicado em 1992.

Do Ítalo

Agora, um poema dele próprio, Ítalo Campos.

Todo dia anoitece

Ítalo Campos

As árvores do meu natal infantil eram floridas e tortas.

Pequenas, até rasteiras, me forneciam sombra, lobeira e pequi.

No cerrado o cajueiro dá muito fruto e sombra pouca.

No meu natal  infantojuvenil

nem tão santo, nem tão pouco vil;  não havia árvore branca, tudo era verde, amarelo.

O Brasil da minha infância era esperança.

Não havia árvore dentro de casa. Papai Noel deixava o presente na alpercata ou no sapato.

Eu o vigiava pelo buraco do cobertor em pleno calor.

Minha árvore no quintal , manga, abacate, goiaba, era onde eu treprava em prazer  infantil.

Não, não havia luminárias, as luzes eram meus pais e uma penca de irmãos.

Nos embrulhos um carro de plástico ou um sapato novo.

De manhã o sol acorda como todo dia e eu invento que sou feliz até que a noite desça.

Uma cidade em labirinto | Kleber Frizzera | 28/12

Ainda bem que animais não falam palavrão. Ou falam? | Renato Fischer | 27/12

 

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Don Oleari - Editor Chefão

Radialista, Jornalista, Publicitário.
Don Oleari Corporeitcham