Hidrogênio
O hidrogênio é alternativa para a produção de energia limpa e a descarbonização. Competição acadêmica termina neste dia 1 de setembro e premia protótipos automotivos ultra eficientes no Pier Mauá
A 6ª edição brasileira da Shell Eco-Marathon pela primeira vez tem o hidrogênio entre as categorias da competição, o. O combustível tem ganhado espaço estratégico, pois é uma alternativa para a produção de energia limpa e a descarbonização.
Neste ano, estudantes da Bolívia e do México, das equipes Capitán Victor Ustariz e Hydro Dzec respectivamente, construíram protótipos de veículos com tecnologia para produzir, armazenar e utilizar hidrogênio como fonte de energia.
“Esses protótipos incluem células de combustível avançadas que convertem hidrogênio em eletricidade, tanques de armazenamento de alta pressão para o gás e métodos eficientes de produção de hidrogênio, como a eletrólise. Além disso, os protótipos precisam de sistemas de controle sofisticados para gerir o fluxo de hidrogênio e oxigênio dentro da célula de combustível e regular a produção de energia”, explica Norman Koch, Chefe de Operações de Marca da Shell

“Como engenheiros focados no desenvolvimento tecnológico, estamos dispostos e interessados em enfrentar os problemas da transição energética, mas também somos realistas quanto à complexidade de transformar essas ideias em realidade. Sabemos que uma mudança não ocorre da noite para o dia, mas requer alguém para iniciá-la e pessoas para sustentá-la ao longo do tempo, bem como recursos para concretizar as ideias”, diz Enrique Gabriel Munive Roldan da equipe Hydro Dzec.
Nas últimas edições da Shell Eco-marathon no exterior, houve crescente interesse na utilização do hidrogênio como combustível devido ao seu potencial para transporte com emissão zero. Globalmente, cerca de 10% das equipes utilizam veículos movidos a células de combustível de hidrogênio, mostrando a tendência para o desenvolvimento de veículos mais eficientes para o futuro.
“Nós esperamos contribuir para o nosso país com a mudança da matriz energética do gás natural para o hidrogênio, promovendo o desenvolvimento econômico e sustentável, acrescenta Ernesto Alejandro Oblitas Paredes da equipe Capitán Victor Ustariz.
Além da categoria de hidrogênio, os protótipos desenvolvidos por estudantes do Brasil e da América Latina vão concorrer nas categorias Combustão Interna (etanol e gasolina) e Bateria Elétrica.
Nesta edição, 66% dos protótipos concorrem na categoria Bateria Elétrica, mais que o dobro do número de veículos da categoria Combustão Interna. A expectativa é que a competição traga uma série de tecnologias inovadoras que podem impulsionar a mobilidade sustentável e oferecer novas opções para o mercado.
“As tecnologias desenvolvidas na Shell Eco-marathon podem levar a veículos mais eficientes em termos energéticos, com emissões de carbono reduzidas e menor consumo de recursos. Estes avanços também contribuem para o desenvolvimento de veículos elétricos e movidos a hidrogênio que têm autonomias mais longas e tempos de reabastecimento mais rápidos, tornando o transporte sustentável mais prático e atrativo. Além disso, os estudantes que participam na Shell Eco-marathon desenvolvem competências práticas e conhecimentos que os ajudarão no futuro a resolver novos desafios energéticos para o setor da mobilidade e em outras áreas”, destaca Norman Koch, líder de Operações de Marca da Shell
A Shell Eco-marathon
É a competição global da Shell que convoca estudantes universitários para projetar, construir e operar protótipos de veículos com maior eficiência energética do mundo. Ao longo dos últimos 35 anos, o programa tem dado vida à missão da Shell de impulsionar o progresso, fornecendo mais soluções energéticas mais limpas. Tudo em nome da colaboração e da inovação, à medida que as ideias dos estudantes ajudam a moldar um futuro com menos emissões de carbono.
Na 6ª edição brasileira, a competição tem três categorias de energia:
Combustão Interna (gasolina e etanol), Bateria Elétrica e Hidrogênio, categoria de estreia na competição. Para serem avaliados, os veículos passam por inspeção técnica e devem percorrer um circuito com o mínimo de combustível possível. A equipe vencedora será a que fizer a maior distância com a menor quantidade de energia. Neste ano, a competição vai reunir cerca de 500 estudantes de várias regiões do Brasil e de países como Bolívia, Colômbia, México e Peru.
Na edição de 2022, a equipe Pato a Jato, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), unidade de Pato Branco, se consagrou tetracampeã na categoria de Combustão Interna, com o resultado de 619 km/litro de etanol.
Na categoria de Bateria Elétrica, o campeonato premiou a equipe Milhagem, da Universidade Federal de Minas Gerais, que completou o circuito com uma eficiência energética de 312 km/kWh.

Há 110 anos no país, a Shell é uma empresa de energia integrada com participação em Upstream, no Novo Mercado de Gás Natural, Trading, Pesquisa & Desenvolvimento e no Desenvolvimento de Energias Renováveis, com um negócio de comercialização no mercado livre e produtos ambientais, a Shell Energy Brasil. Aqui, a distribuição de combustíveis é gerenciada pela joint-venture Raízen, que recentemente adquiriu também o negócio de lubrificantes da Shell Brasil. A companhia trabalha para atender à crescente demanda por energia de forma econômica, ambiental e socialmente responsável, avaliando tendências e cenários para responder ao desafio do futuro da energia.
Hidrogênio
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Com informações de Fernanda Romano
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