Zeni Berger concorre a vaga na Academia Cariaciquense de Letras | /8

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ronaldo chagas vieira

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Coluna AQUI CARIACICA – Ronaldo Chagas Vieira, Correspondente Comunitário

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A Academia Cariaciquense de Letras (ACL) está com inscrições abertas até o dia 30 de agosto para preenchimento de vagas para membros efetivos e correspondentes. A escolha dos candidatos será feita por eleição, em setembro.

A comissão organizadora apresentará as propostas aos eleitores que definirão suas decisões com base nos critérios relevantes à ACL.  Em caso de empate, ficará com a vaga o de maior idade.

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ronaldo chagas vieira

A autora do livro “Pé no Chão”, Zeni Berger, já fez a  sua inscrição. Este é seu sonho e desejo pessoal para representar a cultura de nossa terra.  Ele escreve com os pés. Assim, veio “Pé no Chão”, que este colunista teve o prazer de ler.

Ela nasceu no dia 27 de novembro de 1954. Sua altura, 1,65, olhos azuis escuros, cabelos loiros e lisos. Brasileira, com descendência alemã. Seus avós, de sobrenomes Klabunde, Fleger e Klug.  Seu pai, Rodolfo Berger, foi prefeito de Itarana/ES.

Nasceu numa fazenda chamada Limoeiro, passou pelas dificuldades da zona rural, vivenciando a ausência de saneamento básico, bem como outros serviços e confortos que hoje temos no cotidiano. Em seu livro descreve até o penico com florzinha, que utilizava para necessidades.

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homenagem na ACL

Zeni Klug Berger nasceu pronta para a vida. Veio ao mundo para nos ensinar a lição de casa:

– “A lição de casa é convivermos em harmonia perfeita com os percalços que nos são impostos, sem ficarmos chorando pelos cantos, como pobres e tristes”.

Essa jovem simpática é o retrato de si mesma, sem retoques, sem correções ou aprimoramentos.  Em outras palavras, sem o uso dos modernos artifícios de um photoshop. É o amor criança, a experiência subjetiva mais linda que alguém pode um dia sonhar.

Zeni traz dentro de si vários mundos paralelos, onde alguns  se encontram e se entrelaçam, outros não.

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zeni Berger recebe homenagem na AL/ES

Seus textos são pequenos mimos (leves e soltos), descortinando-se como um filme diante de nossos olhos, ora como lembranças imorredouras, ora como caminhos dispersos que se encontram, ou melhor, que se chocarão em algum lugar dentro de nossa imaginação.

Os acontecimentos se sucedem como um todo, numa ordem aparentemente arbitrária, mas coerente, como o ritmo da personagem central nos mostrando,  de forma simples, a abundância pura e sem a maquiagem rebuscada das palavras difíceis.

A adolescência dela foi de medo e rejeição ao que as pessoas ensinavam à mãezinha para ela “ficar normal”. Sobre a sexualidade, nunca lhe falaram. Quando perguntava de  onde veio, vinha a resposta “veio do macaco”, mas nunca acreditou.

Zeni é impecável. Descreve à flor da exatidão o universo fidedigno que habita seu “eu” pontilhado com mudanças profundas e cheias de armadilhas. E o faz numa eloquência  febril, devastadora, viajando entre o bucólico  de ontem e o realismo pastoril de agora, sem , no entanto, perder a magia pacóvica, tampouco sem destoar da realidade dos fatos que vivenciou desde que nasceu.

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café da manha na zona rural

Em sendo assim, o estetismo, a sutileza, a tenuidade delicada, enleadas à profundidade de suas palavras, consagram seu livro como encantadora obra prima de proporções gigantescas. E não só isso, nos coloca na imaginação de um porvir risonho, uma esperança inigualável e indestrutível.

O livro é sempre o registro de toda uma vida. Para ele transportamos momentos de angústia, sofrimentos, as grandes emoções  pelas quais passamos e vivemos, além das recordações mais queridas que deixaram em nosso âmago, como cristais eternos, fragmentados  pedacinhos de saudades.

Desta forma, com as vistas voltadas para o amanhã, li o livro Pé no Chão, da menina mulher Zeni Berger, como um poema impar. Um leque de vivências plenas, sadias, de uma vida inteira em busca de um ideal imorredouro, repleto de fantasias não realizadas, outros, evidentemente levados a termo com algumas dificuldades, todavia, sem perder o cordão da Fé Maior.

Ronaldo Chagas Vieira

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Don Oleari - Editor Chefão

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Radialista, Jornalista, Publicitário.
Don Oleari Corporeitcham